terça-feira, 30 de dezembro de 2008

E a virada vem ai..


Como é de praxe no fim do ano todos vem com aquela conversa melosa: - O último beijo do ano, o último choro do ano, a última raiva do ano, o último dia de trabalho do ano...

E por ai vai até finalmente ultrapassarmos o ano e começar todo o chororô e a conversa melosa outra vez: - O primeiro beijo do ano, o primeiro choro do ano e blá blá blá...

Como não sou uma pessoa paciente (para certas coisas) nunca gostei de pensar em fim e em recomeço na virada do ano, por que um ano nada mais é que uma pequena gota de orvalho na tempestade de nossas vidas e é na esperança de transformar essa tempestade em dia ensolarado que desejo uma boa vida em vez de um feliz ano novo...

Sei que atualmente estou em meu ano 01 e que um novo ciclo somente começará a surgir no dia de meu aniversário, mas aproveito cada instante para ficar alerta e não só mudar as coisas porque um novo ano está se aproximando e sim porque minha vida está continuando.

Sou tempestiva demais para viver minha vida presa neste tempo curto de 365 dias...

Eu quero mais é encarar as milhões de horas a minha espera... Quero aquecer meus pensamentos e renovar minha fé nas pessoas e em mim mesma a cada instante... Quero viajar na deliciosa sensação de poder respirar e sentir tudo de bom e ruim que a vida possa me trazer...

E acima de tudo quero pensar que 2009 virá para somar os demais 21 anos de vida inesquecíveis que passei neste Universo Paralelo...

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Wait and bleed


Definitivamente hoje não é meu dia....

Estou com vontade de matar alguém...enterrar a cabeça de alguém na parede e bater com toda força possível até ver sangrar, deixando visível toda sua massa cefálica...

Vontade de esmurrar a cara de alguém até sentir meus dedos ficarem dormentes e visualizar o lábio inchado cheio de sangue grosso e quente escorrer da face de alguém...

Estou com vontade de chutar, morder, dar muita tapa, voar no pescoço de alguém a ponto de nocauteá-la.

A cada rosto que vejo fico imaginando como seria prazeroso matar de forma lenta e bem dolorosa, arrancando todas as unhas dos pés e das mãos, segurando com toda força um alicate para que cada dente seja estraído com perfeição...

Mas ao mesmo tempo eu quero sentir dor....quero levar uma surra para sentir o gosto salgado de sangue, para sentir cada partícula de meu corpo encher de fúria e dor, como mil facas penetrando em meu peito bem lentamente para que eu sinta a lâmina escorregar para minhas entranhas...

Quero sentir dor, mas não quero morrer, quero provocar dor para depois sofrer...quero me cansar, quero correr, quero gritar....mas fico na passividade, fico calada para não rosnar, quieta para não bater, inerte para não explodir...

Hoje eu simplesmente sou uma mortal com vontade de chorar...em pura e límpida erupção...

E quem quiser se prevenir de mim não deve chegar, pois quando não conseguir mais disfarçar vou como um vampiro sugar toda a potencialidade e prazer que a aniquilação pode me proporcionar...
I've felt the hate rise up in me. Kneel down and clear the stone of leaves. I wander out where you can't see. Inside my shell I wait and bleed
I wipe it off the tile, the light is brighter this time. Everything is 3-D blasphemy. My eyes are red and gold, the hair is standing straight up. This is not the way I pictured me. I can't control my shakes! How the hell did I get here? Something about this, so very wrong. I have to laugh out loud, I wish I didn't like this. Is it a dream or a memory?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Era uma vez - O Retorno...




No olho do furacão novamente estou. Porque será que nada pode ser fácil... Porque será que temos que ultrapassar tantas barreiras... Porque insistimos em tomar algo com efeito tão inesperado? Lembro-me como se fosse ontem como tudo veio até mim, malícia, sedução, um pouco de insanidade, mas acima de tudo como uma libertação de mim mesma. O desfecho não foi o esperado, apesar de se arquitetar cada movimento, levando minha alma para um maremoto intenso... Logo veio o amanhecer, o maremoto se desfez e a vida continuou... E pensei ter encontrado algo que procurava em terra firme... Mas gosto do mar, gosto dos intempéries da vida... Gosto da inconstância... Gosto de viver a minha vida assim, sem nada a perder, sem muito a esperar e sempre ganhando TUDO...
E como nem tudo na vida esta traçado e como não conseguimos estar em nós mesmos 100% do tempo... Eu, rocha inatingível, fui-me deixando bater pela água abrindo uma cratera enorme em meu peito e quando já não importava mais eis que surgem, novamente, todos os sentimentos de outrora. Como se explica a minha total incapacidade de reação? Como se explica dar conselhos de fortaleza quando esta já foi tomada pelas tropas ávidas e incessantes? Eis que me pergunto, será verdade ou terei dolorosas conseqüências? Será que finalmente conseguirei quebrar o muro de Berlim que foi cuidadosamente esculpido, ou mais uma vez estou me deixando levar por nada? Só sei que a cada instante eu penso, penso muito se realmente este é o caminho certo a seguir e se eu chegar a conclusão que não, tudo estará findado... Não quero me sentir insegura e estou porque felizmente ou não o ladrão de aromas retornou....
E mais uma vez me pergunto, porque sou assim, porque não me deixo abalar, porque se é perfeito (ou não)???


"Às vezes você me pergunta. Por que é que eu sou tão calado? Não falo de amor quase nada. Nem fico sorrindo ao teu lado...
Mas hoje eu vou lhe mostrar: - Eu sou a luz das estrelas, eu sou a cor do luar, eu sou as coisas da vida, eu sou o medo de amar...
A placa de contra-mão, o sangue no olhar do vampiro e as juras de maldição...
Eu sou a vela que acende, eu sou a luz que se apaga, eu sou a beira do abismo, eu sou o tudo e o nada...
Você me tem todo dia, mas não sabe se é bom ou ruim (nem eu)... Mas saiba que nem sempre eu estou em você e nem sempre você está em mim...
Sou raso, largo, profundo, sou o amargo da língua.... O início, o fim e o meio!"