segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Maga, Sibito baleado, Isaura, Matilda, Mary Katie, Magolete, Margozinha, Guete, Minha Cearense, Guetinha, Magô..todas VC!!!


Há 19 anos você nasceu, ainda guardo um retrato antigo, mas agora que você cresceu, não se parece nada comigo, esse seu ar de tristeza, alimenta a minha dor....
Mas para esquecermos das coisas ruins vamos entrar no túnel do tempo com essa homenagem, para que você saiba que mesmo em momentos ruins podemos extrair coisas boas da vida...
Lembro que em um primeiro momento não queria que você nascesse, mas só foi olhar nos olhos de uma bolinha branquinha com um sinal vermelho no meio da testa que me apaixonei por você.
Eras meu xodó e de alguma forma me sentia responsável por você. Lembro que seguia meus passos aonde quer que eu fosse, mesmo fazendo minhas maluquices quando aos 06 anos te peguei pela mão e te levei até em casa (Lembra, nós morávamos em Maceió e mainha ficou louca porque não achou a gente na natação???).
Depois, aos 08 anos, tentei te proteger daquela que foi sua primeira experiência com o racismo, quando um menino ignorante te chamou de pretinha..Ainda não sei como não fui expulsa do colégio naquele dia, afinal dei um soco na cara do filho da diretora...ahsuahsuhasuh.
Mais tarde, também aos 08 anos, foi a vez de você me fazer passar pela situação mais cômica e perigosa pela qual já passei..quando engoli aquele bendito brinco...
Com 12 anos te peguei pela mão e mais uma vez saímos sem permissão da escola, era a época da terrível depressão que acometia nossa mãe e da separação de nossos pais, e te levei para a casa de voinha, pois mainha estava dopada demais para lembrar de ir nos buscar no colégio....
Depois, com 13 anos fizemos nossa primeira viagem de ônibus juntas e sozinhas, lembra???...estava chovendo muito e levamos um baita banho quando o carro passou por nós em plena Agamenon Magalhães..ahsuahsua
Essas loucuras não pararam de acontecer..momentos ruins rodeados de lembranças boas (lembra das nossas aulas de nado sincronizado na piscina em Boa Viagem???..ou dos pulos no balanço do Colégio Nobel em Salvador???..até mesmo das brincadeiras com Javanzinho e Mayara em Maceió..).
Momentos inesquecíveis que serão guardados em meu coração para sempre, como aquela nossa conversa, quase no fim do ano, quando você se achava feia e tinha vergonha de sua própria cor...pelo visto esse mérito eu vou guardar pra sempre..o mérito de ter te mostrado que somos privilegiadas por termos a cor que temos e por sermos saudáveis como somos, sem se preocupar com os estereótipos impostos pela sociedade..
E você minha Maga..você esteve comigo, ao meu lado, sempre que precisei, nas minhas crises depressivas, surtos psicóticos, explosões de alegria (que por muitas vezes te machucavam..ahsuashuahs), nos acessos de loucura quando achava que era a dançarina de forró mais competente do mundo e te jogava pra cima e pra baixo..ou até quando treinava com você golpes de judô, karatê, boxe ou qualquer outra coisa que eu visse nos filmes..kkkk
Mas você estava ali, forte, determinada a me ajudar e a sofrer por mim..por isso eu te amo..e peço desculpas por todas as brigas e desentendimentos que já aconteceram conosco, porque sabe como é né...irmã é pra essas coisas!!!!

TE AMO, MARY KATIE!!

DE SUA ASHELEY

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Juro a mim mesma...

A partir de hoje não mais lamentarei o dia de ontem. Ele está no passado e o passado nunca mudará. Só eu posso mudar se for essa minha escolha.

A partir de hoje não mais me preocuparei com o amanhã. O amanhã sempre estará lá esperando por mim para torná-lo o melhor possível. Mas não posso fazer o melhor pelo amanhã sem primeiro fazer o melhor hoje.


A partir de hoje eu olharei no espelho e verei alguém valioso e merecedor do meu respeito e admiração. Alguém com quem gosto de passar minhas horas e a quem conseguirei conhecer melhor.


A partir de hoje eu tratarei com carinho cada dia da minha vida. Eu valorizarei esse presente e o partilharei sem egoísmo com meus semelhantes.


A partir de hoje observarei a minha caminhada e superarei desgostos se houver tropeços. Eu enfrentarei desafios com coragem e determinação. Eu superarei barreiras que tentem impedir minha busca pelo crescimento e auto melhoramento.


A partir de hoje eu viverei a vida um dia de cada vez e dando um passo de cada vez.


A partir de hoje eu terei renovada Fé na raça humana, desprezarei o que de mal já aconteceu e passou. Eu acreditarei que há esperança de um brilhante futuro.


A partir de hoje eu abrirei minha alma e meu coração. Darei boas vindas a novas experiências e gostarei de conhecer novas pessoas. Eu não pretenderei ser perfeito nem exigirei que os outros o sejam, pois a perfeição absoluta não existe neste mundo. Eu aplaudirei as tentativas de fortalecimento do lado fraco da natureza humana.


A partir de hoje eu sou a responsável pela minha felicidade e não medirei esforços para manter-me feliz. Olharei as maravilhas da Natureza, escutarei minhas canções favoritas, terei um bichinho de estimação, tomarei reconfortantes banhos e encontrarei prazer nos mais variados e simples gestos.


A partir de hoje eu sempre aprenderei algo novo, experimentarei coisas diferentes, saborearei com gosto tudo que a Vida tem para oferecer. Eu mudarei o que quiser e puder mudar. O restante deixarei simplesmente passar... Eu agradecerei por tudo que tenho de melhor, por ser alguém que pode ser melhor, pois sei agora que isso é possível. Juro ainda sorrir e sempre estar sorrindo...





Incrível como as vezes não achamos as palavras certas nas horas certas...


Foi assim com esse texto que achei, não é a hora certa, pois quando quiz dizer isso não tinha nem este blog, mas com certeza essas são as palavras certas que marcarão o resto da minha vida!

domingo, 14 de setembro de 2008

DeathWatch.


Até onde você iria para lutar por um ideal???
Até onde é o limite, o que decide a hora de parar, sua ideologia é mais importante que sua própria vida???
Por vezes lutamos contra a morte, rezamos, nos escondemos, nos medicamos, mas tem pessoas que por um ideal, por pensarem que todos tem o direito de não saber quando irão morrer acabam decidindo quando, como e porque morrerão.
O que dá a uma pessoa o direito de tirar uma vida, seja esta a sua ou de outra pessoa? Porque somos tão egoístas e só pensamos em nós mesmos quando tomamos uma decisão?
Achamos que o certo é aquilo que pensamos, e agimos como se nada mais importasse. É mais fácil nos entregarmos a nossas paixões do que sucumbir diante delas.
A pena de morte é a punição mais antiga, cruel, egoísta, covarde e hipócrita que já existiu. Talvez por isso tantas pessoas se sintam confusas diante de uma discussão de tão grande porte, mas o que se torna mais hipócrita é o fato de ela tirar a vida de uma pessoa como punição de um assassinato. Se pararmos para pensar, se alguém que tira a vida de uma outra pessoa deve morer os executores também deverão morrer e isso se tornaria um ciclo vicioso que não acabaria nunca.
E essa hipocrisia foi mostrada em um filme espetacular chamado The life of David Gale.
Então, vejam abaixo quais das ideologias vocês preferem seguir e deliciem-se com o discursso feito em defesa daqueles que são considerados, por quem mata, escória, porque matam...

"Com a antiga lei de olho por olho, todos ficam cegos." (Ghandi)
"Uma sociedade sadia não deve medir esforços para livrar-se do mal." (Hitler)

"Quando você mata alguém, rouba sua família.
Não somente de um ente querido, mas também de sua humanidade.
Enrijece o coração da família com ódio, você rouba dela o poder de objetividade civilizada e os condena à sede de vingança. É algo cruel e horrível.
Mas ceder a esse ódio nunca será a solução. O dano estará feito. E mesmo depois da vingança, continuamos sedentos.
Saímos da casa da morte dizendo que a injeção letal foi boa demais para o condenado.
No final, uma sociedade civilizada deve viver com a dura verdade.
Quem busca vingança cava duas sepulturas." (Constance Harraway, ativista da DeathWatch).

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Sumário: Apologia de Sócrates.


Em sua essência inicia seu discurso desculpando-se por seu linguajar rebuscado, afinal, nunca havia discursado em um tribunal até aquele momento. Desculpa-se, também, por discursar como se estivesse em um de seus habituais locais, a praça.
Em seguida, procurando distinguir a gravidade das palavras proferidas por aqueles que o acusam e também, indicando o grau de responsabilidade dos antigos e novos acusadores, afirma que deverá defender-se dos acusadores mais antigos, pois estes fizeram-se ouvir por mais tempo, tendo, com isso, mais força de persuasão.
Acusado de se dizer sábio e não ser e de caluniar àqueles que se diziam sábios sem serem, acabou por destrinchar toda a história que o levou ao tribunal e nesta conta que ao ouvir o Oráculo de Delfos teve a confirmação de sua sabedoria e mesmo assim não a quis aceitar, pois não sabia se o verdadeiro significado daquelas revelações era o proferido ao pé da letra.
Portanto, resolveu tomar como um desafio à sua sabedoria as palavras que escutou e para confirmar tudo o que havia ouvido procurou políticos (aos quais ele preferiu não citar os nomes) que se diziam sábios e começou a questionar sua sabedoria, sendo este o seu principal e mais grave erro, maior até do que condenam àqueles que cobravam para passar seus conhecimentos aos jovens atenienses ávidos por sabedoria. Nesta busca ele percebeu que se não fosse verdadeiramente sábio, era pelo menos mais sábio do que aqueles que se diziam ser, justamente por não se considerar como tal.
Após muito pesquisar chegou a conclusão de que era mais sábio que o político pesquisado, pois ele e o político poderiam não saber nada sobre o bom nem o belo, mas como este acreditava e não sabia e Sócrates, ao contrário, como não sabia, também não julgava saber, teve a impressão de que, ao menos numa pequena coisa era mais sábio que o político, ou seja, porque não sabia e não acreditava saber.
Para despedir-se do tribunal, depois de ouvir sua sentença, Sócrates propôs aos que votaram em seu favor uma discussão em cima de seu caso e ainda soube encerrar com maestria discursando da seguinte forma: “Em verdade este meu caso arrisca ser um bem, e estamos longe de julgar retamente, quando pensamos que a morte é um mal...Porque morrer é uma ou outra destas duas coisas: ou o morto não tem absolutamente nenhuma existência, nenhuma consciência do que quer que seja ou, como se diz, a morte é precisamente uma mudança de existência e, para a alma, uma migração deste lugar para um outro...Se, de fato, não há sensação alguma, mas é como um sono, a morte seria um maravilhoso presente”.

Ser humano, quem entende????


Se fosse para seguir os conselhos e ideologias de uma grande professora amiga minha, esse título deveria ser outro, mas não posso ser cruel com um gênero que me dá tanto prazer (bem, só algumas espécimes, diga-se de passagem) e vangolirar outro que por vezes mal conheço, afinal nem toda mulher é santa e nem todo homem é cafajeste...
Uns são por vocação, outros por terem absorvido conhecimento dos mais velhos ao seu redor, outros por não acharem que são e os meus favoritos, aqueles que querem ser e não são. Mas, não é para falar especificamente do sexo oposto que decidi entrar neste assunto tão polêmico que é a complexidade humana e sim por estar aprendendo, mesmo que inconscientemente, a ciência da antropologia em meu dia-a-dia.
É engraçado como somos tão capazes de falar em máscaras quando nós mesmos não conseguimos enxergar as nossas. Percebi, há um tempo atrás, que eu tenho muitas máscaras, algumas elaboradas por mim mesmo e outras impostas pelas atitudes que temos que tomar de vez em quando (essas vêem involuntariamente, instinto de preservação..Welcome to the jungle), mas o que me fez perceber isso, por incrível que pareça, não foi a minha auto-avaliação e sim a avaliação de um ser muito parecido comigo.
Sou chata, ou melhor, digo que sou, pois quando me pedem algo com jeitinho sempre faço e mesmo quando não pedem com jeitinho eu faço, para não deixar de ser “considerada”.
Sou burra, ou melhor, digo que sou, pois o sábio é aquele que na sua sabedoria sabe enxergar a ignorância e consegue não se vangloriar nem por um nem por outro, apenas segue seus dias absorvendo conhecimentos e tentando passá-los para as pessoas certas, nas horas certas.
Sou grossa, ou melhor, digo que sou, pois não há nada mais constrangedor do que ser tratada como uma bonequinha de porcelana que a qualquer momento pode quebrar.
Sou fria, ou melhor, digo que sou, pois às vezes é mais cômodo (e eu disse cômodo, não certo nem fácil) sofrermos calados na escuridão do quarto ouvindo uma sinfônia de silêncio e de luz...
E continuando com o mestre Lulu Santos, nós seres humanos: “Somos medo e desejo, somos feitos de silêncio e som. Tem certas coisas que eu não sei dizer”...

Quer uma dica?


Não faça promessas que não pretende cumprir, ninguém precisa de suas promessas e sim de suas verdades.
Não tenha medo de se divertir, a vida é muito curta para você conter sua vontade de rir.
Não abra mão do que ainda não conquistou, o muro mais prazeroso de ser escalado é justamente o mais íngreme e alto.
Não chorem em vão, suas lágrimas são para aliviar o peso ou alegria do seu coração, não para afogá-lo em emoções.
Não tenha medo da morte, afinal o desconhecido é sempre uma maravilhosa aventura.
Não finja ser alguém que você não é, mesmo que você tente, sempre haverá alguém disposto a escancarar suas verdades.
Não poupe dinheiro e não perca seu tempo acumulando riquezas, elas não irão com você para o vale das sombras.
Não seja careta, falar alto, xingar, falar de boca cheia, ser grosseiro, tudo isso te liberta das mordaças da sociedade.
Não deixe de ter fé em si e de sonhar, desilusões acontecem para que você aprenda com elas não para que você se feche nelas; pior é quem mente para si mesmo e fica com medo de quebrar a cara em cada esquina.
E... Não pense que você por si só se basta, nascemos sós e morreremos sós (disso eu não discordo), mas tanto para nascer, como para viver e talvez para morrer seja preciso que alguém esteja ao seu lado, seja preciso da ajuda de alguém....

Mico do ano...


Esse post é para um amigo meu, nem sei se ele vai ler (porque PQP, como ele é preguiçoso...kkkk), mas vale a pena tentar e expressar toda a minha revolta comigo mesma.
Como sou extremamente metida a intelectual (e é metida mesmo, porque falta muito para saber pelo menos 1/3 das coisas que quero e preciso) nunca consegui olhar para quem chegasse perto do patamar em que me encontro, simplificando....minha faixa etária....e por causa disso acabei levando o rótulo de dona de casa geriátrica, mas para minha surpresa acabei mordendo minha própria língua e o sangue escorreu quente, grosso e venenoso quando ouvi, ou melhor li, as palavras papa-anjo.
Então, meu querido, essa é para você..pensou que eu não fosse ter coragem de escrever, mas tive e só quero ver qual será o próximo rótulo....kkkk

I come back, again...


Não foi por falta do que dizer que fiquei um pouco ausente e sim por falta de inspiração....
Sabe aqueles surtos que temos quando há muito o que dizer?? Pois é, acho que passei por um momento assim, havia muito o que dizer e não sabia como, ou pior, não tinha tempo para isso. Mas, listando os acontecimentos de minha vida...
Visitei o melhor lugar do mundo onde se poderia visitar para relaxar a mente e o corpo, e saí de lá em paz, em paz com o mundo e comigo mesma, em paz como nunca estive em minha vida e isso, em parte, aconteceu porque tive revelações que me ajudaram a enxergar as coisas de um modo diferente.
Depois, conheci pessoas maravilhosas, divertidíssimas, descobri que minha beleza é maior do que eu mesma poderia imaginar (mesmo porque até zerinho ou um teve..kkk) e que um sentimento adormecido pode despertar sem nem ao menos termos ciência de que ele existia.
Conheci uma das praias mais lindas que eu já vi, e olhe que quem me conhece sabe que conheço muitas praias (mesmo não gostando muito de areia). Um dos locais onde tem a maior concentração de gente bonita por m², e onde (apesar de caro) tudo vale muito a pena.
Redescobri minha tristeza e fiquei feliz com isso, pois pensei que os últimos acontecimentos familiares e meu total descaso por eles fosse um sinal de que eu estava perdida em mim mesma, perdida na minha emoção, que tivesse desaprendido a sentir ódio, rancor, raiva, pena, zelo, afeição..enfim, tivesse deixado de ser um humano.
E para concluir, hoje, tive a melhor notícia que uma mulher “interessada” poderia receber, e vi que nada está perdido, que as revelações estavam certas e que tudo vale a pena quando a alma não é pequena.